Por Equipe CombustívelBR · 29 de setembro de 2026
O preço da gasolina no Brasil está longe de ser único. Segundo a pesquisa semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a média nacional da gasolina comum é de aproximadamente R$ 6,84 por litro — mas esse número esconde uma variação enorme. Entre o estado mais barato e o mais caro há cerca de R$ 1,54 de diferença por litro; entre a cidade mais barata e a mais cara, a distância ultrapassa R$ 3,00. Neste ranking, você vê quem paga mais e quem paga menos no país, com os dados da semana de referência da ANP, e entende o que explica a diferença.
Concentrados no Sul e no Sudeste, os estados mais baratos se beneficiam da proximidade de refinarias, portos e de forte concorrência entre revendedores:
- Minas Gerais (MG): R$ 6,32/litro
- Rio Grande do Sul (RS): R$ 6,35/litro
- São Paulo (SP): R$ 6,42/litro
- Santa Catarina (SC): R$ 6,44/litro
- Paraíba (PB): R$ 6,52/litro
Na outra ponta estão os estados da Região Norte, penalizados pela distância dos centros de distribuição e pelo custo logístico:
- Acre (AC): R$ 7,86/litro
- Amazonas (AM): R$ 7,76/litro
- Roraima (RR): R$ 7,57/litro
- Rondônia (RO): R$ 7,36/litro
- Ceará (CE): R$ 7,01/litro
Entre os municípios pesquisados pela ANP, os menores preços aparecem no Paraná, no Rio Grande do Sul, em São Paulo e em Minas Gerais:
- Guarapuava (PR): R$ 5,86/litro
- Viamão (RS): R$ 5,92/litro
- Taubaté (SP): R$ 5,93/litro
- Sete Lagoas (MG): R$ 5,94/litro
- Porto Alegre (RS): R$ 5,95/litro
- Cachoeira do Sul (RS): R$ 5,95/litro
- Osório (RS): R$ 5,97/litro
- Divinópolis (MG): R$ 6,00/litro
Os maiores preços do país estão em municípios isolados do Norte e em cidades do interior distantes das rotas de abastecimento:
- Parintins (AM): R$ 8,99/litro
- Cruzeiro do Sul (AC): R$ 8,46/litro
- Livramento de Nossa Senhora (BA): R$ 7,83/litro
- Delmiro Gouveia (AL): R$ 7,61/litro
- Boa Vista (RR): R$ 7,57/litro
- Itapipoca (CE): R$ 7,49/litro
- Porto Velho (RO): R$ 7,48/litro
- Vilhena (RO): R$ 7,42/litro
O contraste entre os extremos é brutal. Em Parintins, no Amazonas, o litro chega a R$ 8,99; em Guarapuava, no Paraná, sai por R$ 5,86 — uma diferença de R$ 3,13 por litro. Num tanque de 50 litros, isso representa cerca de R$ 156 a mais por abastecimento. Para um motorista que enche o tanque quatro vezes por mês, a diferença passa de R$ 600 mensais só por causa de onde ele mora. Mesmo dentro de um único estado, a variação entre postos costuma passar de R$ 0,50 por litro, o que reforça a importância de comparar antes de abastecer.
A gasolina brasileira sai das refinarias e dos portos concentrados no Sudeste e no Sul. Quanto mais distante do ponto de distribuição, maior o custo de transporte — em muitos municípios do Amazonas, do Acre e de Rondônia o combustível ainda percorre trechos por via fluvial, o que encarece o frete. Some-se a isso a menor concorrência entre postos em cidades isoladas e a alíquota de ICMS de cada estado, e o resultado é um preço final bem acima da média nacional.
Estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina reúnem os ingredientes do preço baixo: proximidade das refinarias e dos portos, malha rodoviária densa e um grande número de postos disputando o mesmo cliente. Essa concorrência pressiona as margens para baixo. Cidades próximas de regiões produtoras de etanol também tendem a ter gasolina mais competitiva, porque o biocombustível barato puxa o preço de toda a bomba.
Médias nacionais e estaduais servem de referência, mas o que importa é o preço onde você abastece. No CombustívelBR você consulta o preço médio, mínimo e máximo de gasolina, etanol e diesel na sua cidade, vê os postos mais baratos com nome e bairro e ainda descobre, pela regra dos 70%, se compensa abastecer com etanol no momento. Basta digitar o nome do município na página inicial.
Todos os valores citados vêm da pesquisa semanal de preços da ANP, referente à semana de 21 de setembro de 2026, e correspondem à média por município e por estado da gasolina comum. Os preços são atualizados toda semana conforme a ANP publica novos dados. Fonte: ANP — Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, via CombustívelBR.